segunda-feira, 2 de junho de 2008

Fartura na feira








Pouco tempo atrás eram ninjas, enfermeiras, proibidas, e feiticeiras quem contagiavam com seus rebolados os programas de TV. O tempo passou, e os bumbuns representando profissões sumiram da mídia.

Surgiu então algo muito revolucionário, nunca antes visto na TV, a “Lacraia”, um ser andrógino, esquio, alourado, virou ícone da dança por um bom tempo.
Passada a era Lacraiana, vieram mulheres-flores, samambaias e xaxins enfeitavam as bancas em revistas especializadas.

Achando eu que já tinha visto de tudo, desencadeia-se então a nova febre brasileira, as mulhers-frutas. Isso mesmo, fiquei tão impressionada com o sucesso (cada um chama sua bunda do jeito que mais lhe agrada) da mulher melancia, e logo em seguida com o da mulher moranguinho (não quero nem imaginar o que seria esse moranguinho).

Após observar esse mundo de glamour das mulheres-coisas, resolvi me lançar nesse ramo artístico: a arte de balançar a bunda. Certamente isso deve ser um negócio muito rentável, pois a Gretchen já está nesse mercado a anos e faz sucesso até hoje (eu acho).

Pois então, me lanço a partir de agora no mercado balançador de bunda como: a Mulher-Fruta-do-Conde! Aquela que você pode chupar até o caroço!

Nunca entendi muito bem o nome dessa fruta, mas agora que estou entrando no mercado as coisas começam a fazer sentido. Imagino que um dia o conde, que era uma biba muito esperta, trucosa como ela só, viu aquela fruta suculenta pendurada na árvore, pediu ajuda ao seu servo lindo e musculoso, trepou na árvore e caiu de boca.

Sendo assim, posso ser a Mulher-Fruta-do-Conde, suculenta, e que todos podem cair de boca, já que é mais ou menos isso que as mulheres-coisas fazem né.

Espero que com minha entrada no showbiz, essa onda de mulheres-alimentícias termine por aqui, pois não será nada agradável quando começarem a dar nomes de vegetais a elas. Fico imaginando como seria a Mulher-Chuchu? Gorda, aguada e espinhenta? E a Mulher-Couve flor? (melhor nem imaginar) Um luxo seria a Mulher-Mandioquinha, uma coisa bem da terra, muito pós-moderna...

Está me dando fome esse assunto, vou acabar minha reflexão no prato de salada.

Beijos da titia.

Um comentário:

Emilly Sheeva disse...

ei amiga...
adorei seu blog..

bjos da emilly sheeva